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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Eletricista da cidade de Uruará (PA) cai em golpe do falso sequestro

Por Joabe Reis
Colaboração: Cirineu Santos
Uruará: Criminosos dizem ter sequestrado filha de eletricista que paga resgate de R$ 400, mas descobre ter caído em golpe
No final da tarde desta terça-feira, 23, um trabalhador autônomo da cidade de Uruará, sudoeste do Pará, passou por momentos de aflição ao atender o telefone. Dalcy Lima da Silva, 48 anos, que trabalha como eletricista, prestava serviço para uma clínica médica da cidade quando o seu celular tocou, eram criminosos ligando para o profissional da área elétrica alegando que haviam sequestrado a sua filha de 21 anos de idade. Mesmo com toda sua experiência de vida Dalcy entrou em estado de preocupação imediatamente. Dois indivíduos do outro lado da linha diziam palavras de ameaças contra a vida de sua filha. 
Comprovante
do depósito
 
No momento do desespero o eletricista interrompeu o trabalho que fazia e foi a uma casa lotérica onde efetuou um depósito numa conta bancária no valor de R$ 400,00.
Era por volta de 16 horas e 45 minutos desta terça-feira (23), eu estava trabalhando lá de frente clínica médica do Bairro Jardim Morumbi quando de repente apareceu uma ligação privada. Quando eu atendi já ouvi uma voz como se fosse a minha filha pedindo socorro. Subitamente eles como se tivessem tomado o telefone da mão da minha filha e falaram que tinham vindo para Uruará para pegar a filha de um empresário, mas infelizmente haviam pegado a minha filha enganado. Mas que eu tinha que pagar valor de R$ 1.000,00 pra eles liberarem minha filha. Eu falei para eles que o dinheiro que eu tinha no bolso era R$ 200,00. Mas eles apelaram até que exigiram que eu arrumasse R$ 400,00. Eu fui com o pessoal da Clínica médica e peguei  R$ 400,00 emprestado e fui até a casa lotérica falando o tempo todo com eles. Quando eu cheguei na casa lotérica eles me informaram o número da conta para eu fazer o depósito e aí eu depositei. Quando eu saí fora eles pediram pra mim comprovar se o depósito havia sido feito, passaram o telefone como se fosse para a minha filha que estava chorando, aí outro já me falou que eu tinha que depositar mais R$ 600,00. Aí eu entrei em desespero, desliguei o celular e corri até a casa da minha filha pra saber se ela estava lá para poder cassar jeito de me controlar. Bati palma e ela apareceu, e foi um alívio. Não é fácil passar um apuro quanto eu passei. Eles me diziam que não era para mim me aproximar da polícia porque eles estavam com o carro cheio de arma, e que se eu não fizesse conforme eles estavam pedindo eles iriam matar minha filha. Vou procurar a delegacia de polícia para registrar um Boletim de Ocorrência”, contou o eletricista.
No foi a primeira vez que criminosos aplicam esse tipo de golpe a moradores de Uruará, em janeiro de 2016 um açougueiro do Mercado Municipal perdeu R$ 1.000,00 quando os criminosos alegaram ter sequestrado o seu filho. No município várias pessoas já receberam ligações semelhantes.
Em relação a estes tipos de crime de falso sequestro a gente orienta as pessoas que primeiramente evite atender ligações de número restrito ou ligações a cobrar. Normalmente os criminosos usam esse tipo de ligação para entrar em contato com a pessoa. Segundo, recebendo uma ligação dessas ligações mantenha a calma, desligue o telefone e tente entrar em contato com a pessoa sequestrada. Em 90% dos casos o tempo de uma ligação de um sequestro real dura menos de 1 minuto e normalmente nesses casos de falso sequestro o sequestrador mantém a ligação no maior tempo possível. Por aí a pessoa já deve desconfiar. Evite passar qualquer informação no momento da ligação, porque eles falam estou com sua filha, aí a própria vítima já fala o nome da filha. Recomendamos que a pessoa enrole o sequestrador com conversa mantendo ele na linha e procure a delegacia. O valor que eles solicitam nesses tipos de caso normalmente é um valor baixo de no máximo R$ 2.000,00, então dificilmente num sequestro verdadeiro o sequestrador pediria essa pouca quantia. Por essas contas fornecidas pelos criminosos serem de outros estados dificulta o rastreamento e dificulta a localização. Também a grande maioria desses indivíduos se encontra dentro de presídios, principalmente da região nordeste”, recomendou o delegado Walison Damasceno, responsável pela delegacia de Polícia Civil de Uruará. 

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